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Em editorial, o jornal The Japan Times congratulava-se com o facto de, em 2010, 53 mil pessoas com deficiência terem encontrado emprego. Ou seja, mais 17% do que no ano anterior.
O diário, embora registando que se trata de pequena mudança no contexto da economia do país, não deixa de a aplaudir ao mesmo tempo que sublinha o facto de haver cada vez mais empresas que estão dispostas a dar trabalho a pessoas com deficiências.
“Trabalhar é um dos mais importantes factores para adquirir autonomia e manter a dignidade, o que é especialmente verdade numa sociedade orientada para o trabalho como é a do Japão”, sublinha o jornal.
“A visão convencional tem sido de que os trabalhadores devem adaptar-se à empresa. Agora, uma atitude diferente começa a surgir: os locais de trabalho também têm de receber indivíduos com características diferentes. O futuro do Japão depende da sua capacidade para lidar com a diversificação e continuar a funcionar bem”, reitera o diário. In Diário de Noticias.
Em Junho, Coimbra vai receber a primeira edição dos Jogos de Portugal, evento que reúne várias modalidades para vários tipos de deficiência.
Leila Marques, actual presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes e ex-atleta paralímpica, avisa que «de inicio pode chocar, espantar, mas rapidamente esse embate inicial se transforma em emoção e vontade de conhecer». Este ‘aviso’ vem na sequência do evento que se vai realizar em Coimbra, entre 10 e 12 de Junho, que dá pelo nome de Jogos de Portugal. Uma iniciativa que visa juntar várias modalidades adaptadas ao desporto para deficientes e dar a conhecer ao público em geral.
«É uma iniciativa multidesportiva, multideficiente, que pretende recriar os Jogos Paralímpicos em miniatura», disse Leila Marques ao SAPO Desporto.
O evento vai reunir 10 modalidades, mais quatro de exibição – como o andebol em cadeira de rodas que começa a ganhar forma – e 900 atletas. Quem se deslocar ao local poderá não só assistir, como experimentar algumas das modalidades. In SapoDesporto.
Portugal vai pagar os custos da guerra colonial até 2020, segundo um estudo que analisou a estrutura médica, jurídica e administrativa, a assistência médica e sanitária, bem como as pensões e isenções fiscais dos ex-militares com mazelas atribuídas ao conflito.
Feridas de Guerra: (In) Justiça Silenciada é o nome de uma investigação inédita realizada por uma equipa multidisciplinar do Ministério da Defesa e do Instituto Superior de Tecnologias Avançadas sobre a deficiência de guerra no Exército.
O estudo, a que a agência Lusa teve acesso, baseou-se em 3.020 queixas de ex-militares da guerra colonial, apresentadas entre 1997 e 2006, com vista à obtenção do estatuto de deficiente das forças armadas, todas elas despachadas pelo Ministério da Defesa.
Estes 3.020 militares prestaram serviço em Angola, Moçambique e Guiné, entre 1960 e 1974, no âmbito de uma guerra que envolveu um milhão de homens e resultou em 10 mil mortos e 30 mil feridos.
Tendo por base a idade dos autores das queixas – entre 50 e 55 anos – os investigadores concluíram que o ciclo das queixas decorrentes das guerras coloniais terminou em 2010, pelo que o estudo prevê um adicional de 1.800 queixas.
Destes 1.800 casos, 10% deverão ser classificados como não deficientes das forças armadas, 25% deverão ter acesso ao Estatuto de Deficientes das Forças Armadas e 65% deverão ter uma «desvalorização ligeira, moderada ou grave» (neste último caso, não reunindo as condições para acesso ao estatuto, apesar de apresentarem uma desvalorização igual ou superior a 30%).
Os custos referentes à guerra colonial – que englobam a estrutura médica, jurídica e administrativa associada, a assistência médica e sanitária decorrente da sua classificação enquanto doença profissional, bem como as pensões e isenções fiscais – deverão cessar em 2020, de acordo com o estudo.
Os investigadores analisaram ainda as novas missões em que as Forças Armadas Portuguesas (FAP) se encontram envolvidas, iniciadas pelas Forças Nacionais Destacadas (FND) em 1997, e as missões de observação da ONU/UE, que têm «um carácter distinto da guerra de África».
As FND são «operações de baixo risco físico e médico-sanitário, de curta duração (seis meses com possibilidade de repetição voluntária), e com elevado desgaste psicológico, considerando as primeiras missões na Bósnia, Kosovo, Timor e Afeganistão».
O risco das doenças emocionais nos Teatros Operacionais (TO) onde se integram as FND terá, sobretudo, «a ver com as queixas dos acontecimentos de vida relativos aos familiares dos militares, com a rotina, as diferenças culturais e o contacto inicial com níveis de destruição massivos provocados pelas várias guerras civis, provocadoras de estados de miséria infra-humanos em elevada escala».
Os autores admitem nestes casos «um maior peso em queixas retardadas, no domínio das doenças emocionais, com um número muito reduzido de casos de stress pós-traumático».
«Se nada de diferente for feito, e se a média de idades das queixas se mantiver por volta dos 50 anos de idade, é de prever que a partir de 2027 se inicie o ciclo de queixas de militares das FND».
«Com o actual sistema de queixas, de avaliação, de tramitação processual e de despacho final, e mantendo-se a idade média de apresentação da queixa, haverá encargos (médico-sanitários administrativos e de pensões) num período da ordem dos 30 anos, correspondente ao tempo entre a idade de apresentação da queixa e a esperança média de vida, 80 anos de idade». In Sol.
Portugal vai estar representado por oito elementos na IV edição dos Jogos Mundiais da Associação Internacional do Desporto para Cegos (IBSA), que vão reunir na Turquia mais de 1.300 atletas de oito desportos.
Na cidade de Antalya, os atletas, divididos por várias categorias da deficiência visual, vão competir nas modalidades de atletismo, natação, futsal, goalball, judo, halterofilismo e xadrez.
Portugal estará representado apenas no atletismo, com uma equipa que integra um campeão do Mundo, modalidade na qual os praticantes são classificados nas categorias 11, 12 e 13, consoante o seu grau de deficiência.
Em duas das classes do atletismo, uma das modalidades mas praticadas por pessoas portadoras de deficiência, os atletas com problemas visuais podem correr com um treinador, ou um guia.
No atletismo, a classificação funcional para cegos e deficientes visuais é baseada no modelo médico que tem em consideração a acuidade e o campo visual do atleta.
Os Mundiais de Antalya seguem-se aos de Madrid1998, Quebec2003 e São Paulo2007, competições nas quais Portugal esteve sempre representado.
Fundada em Paris há 30 anos, a IBSA integra o Comité Paralímpico Internacional (IPC) e tem como principal objectivo incentivar o maior número de pessoas com deficiência visual a praticar desporto.
Os Mundiais IBSA, cujas competições decorrem entre 04 e 10 de abril, integram o calendário oficial do IPC e permitem a obtenção de mínimos para os Jogos Londres2012. In O Jogo.

